Polícia Federal causa prejuízo de R$ 1,4 bilhão ao garimpo ilegal no Amazonas em 2025
Em 2025, a Polícia Federal intensificou as operações contra o garimpo ilegal no Amazonas, destruindo mais de 375 estruturas de mineração (dragas, balsas) e causando um prejuízo estimado de R$ 1,408 bilhão ao crime organizado. As ações, realizadas em rios federais, unidades de conservação e terras indígenas, também resultaram no bloqueio de mais de R$ 74 milhões em ativos e no resgate de trabalhadores em condições análogas à escravidão. O esforço conjunto com órgãos como Ibama, ICMBio, Funai e Forças Armadas visou descapitalizar as organizações criminosas e combater a exploração humana e ambiental na região.
Tucupi
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Destaque
As operações de combate ao garimpo ilegal no Amazonas, intensificadas pela Polícia Federal ao longo de 2025, resultaram em um impacto econômico devastador para o crime organizado, com prejuízos estimados em R$ 1,408 bilhão. A força-tarefa, que abrangeu rios federais, unidades de conservação e terras indígenas, inclusive com a presença de povos isolados, desmantelou uma complexa rede de exploração clandestina de ouro. De acordo com informações exclusivas obtidas pelo g1 (https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2026/01/12/operacoes-contra-o-garimpo-ilegal-no-am-destruiram-375-estruturas-e-causaram-prejuizo-de-mais-de-r-1-bilhao.ghtml), a estratégia focou em atingir o núcleo financeiro dessas organizações criminosas, reduzindo de forma estrutural sua rentabilidade e capacidade operacional em todo o estado do Amazonas.
Um dos pilares das ações foi a destruição física da infraestrutura utilizada pelos garimpeiros. Mais de 375 dragas, balsas e outras estruturas de mineração foram inativadas, representando um duro golpe à logística de extração em larga escala. Além da aniquilação de equipamentos, a Polícia Federal avançou de forma decisiva sobre a cadeia financeira do ouro ilegal, cumprindo mandados de prisão e busca e apreensão. Foram bloqueados mais de R$ 74 milhões em ativos, evidenciando o comprometimento das autoridades em descapitalizar grupos estruturados para exploração, lavagem de dinheiro e comercialização ilegal do minério, que geram vasta degradação ambiental e social na Amazônia.
As operações revelaram um cenário alarmante de violações de direitos humanos, com trabalhadores resgatados de condições análogas à escravidão, conforme relatado pela PF. Isso sublinha que o garimpo ilegal transcende a esfera dos crimes ambientais, englobando também a exploração humana, usurpação de bens da União e a complexa prática de lavagem de dinheiro. O delegado Jonathas Simas, chefe em exercício da Delegacia de Meio Ambiente da Polícia Federal no Amazonas, destacou que o garimpo ilegal deixou de ser uma prática isolada, ganhando contornos de grandes organizações criminosas que trazem prejuízos ambientais, sociais e aos direitos humanos. A atuação contou com o apoio crucial de diversos órgãos, incluindo Ibama, ICMBio, Funai, Ministério Público do Trabalho e Forças Armadas, demonstrando uma abordagem integrada para a questão.
Entre as principais investidas de 2025, destacam-se a Operação Mineração Obscura 2, que resgatou trabalhadores em Maués, e a Operação Kampô, que destruiu 16 dragas em Jutái. A Operação Boiúna, em setembro, foi uma das maiores, desativando mais de 270 dragas em Humaitá e Manicoré, enquanto a Operação Fronteira Dourada, em parceria com a polícia colombiana, destruiu 14 dragas na região de fronteira. Essas ações, juntamente com a Operação Hekurawetaris III, que eliminou 10 dragas, reforçaram a presença estatal em áreas remotas e a estratégia de descapitalização do crime organizado, reforçando o compromisso com a proteção ambiental e a segurança pública na Amazônia brasileira.
Fonte: https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2026/01/12/operacoes-contra-o-garimpo-ilegal-no-am-destruiram-375-estruturas-e-causaram-prejuizo-de-mais-de-r-1-bilhao.ghtml
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